21 de jun. de 2017

IMPORTANTE!

Atenção: o prazo para a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com benefícios da lei vai só até dezembro deste ano.📆 Não perca tempo ⌚! Em Porteirinha, procure o escritório Agriculturas Projetos Rurais🌿, na rua Washigton Luis, 63 - centro (ao lado da Grafiminas) 🚘- Telefones ☎ (38) 9-9112-3810 e 9-9810-9820 😀 Sob a direção do Agrônomo Jorge Cantuária


22 de out. de 2014

PUBLICAÇÃO LANÇADA NO ENCONTRO DE AGROBIODIVERSIDADE FALA SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


O MGInterTV 1ª edição, do dia 15/10/2014, destacou o lançamento da publicação sobre as mudanças climáticas, produzida a partir do projeto do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). 

Clique AQUI e confira a reportagem completa: 





INCRA RECEBE NESTA SEMANA OS DOCUMENTOS DE SELECIONADOS PARA O ASSENTAMENTO CANADÁ, EM JAÍBA

De amanhã, terça-feira, dia 21 de outubro, até quinta-feira, dia 23, desta semana, o Incra receberá, em Jaíba, a declaração dos 191 pré-selecionados para serem assentados na fazenda Canadá, em Jaíba, aqui na região da Serra Geral, no Norte de Minas.  O assentamento Canadá, criado no final do mês de setembro, tem 5.744 hectares e vai abrigar 82 famílias de trabalhadores rurais. Outro edital, publicado na mesma data, o Incra notifica 35 beneficiários de 21 assentamentos para se defenderem em processos administrativos que apuram abandono de lotes. (Fonte: Incra/MG, via Blog Oliveira Júnior)

RACIONAMENTO À VISTA NO PROJETO JAÍBA POR CAUSA DA SECA NO NORTE DE MINAS

Esta semana (a penúltima de outubro) será determinante para o destino do projeto de irrigação do Jaíba, no Norte de Minas. No dia 9 deste mês, a Agência Nacional das Águas (Ana) determinou a redução da vazão da represa de Três Marias – que abastece o rio São Francisco, de onde sai água para irrigar 27 mil hectares de água plantada. Quanto menos água sair do reservatório, menos água chegará no Norte e as bombas do sistema de irrigação, que já enfrentavam dificuldade com a vazão de 150 m³/s, agora, com os 140 m³, pode não conseguir mais captar.

“Por enquanto, o Jaíba continua, mas como ainda demora uns dias para avaliarmos o impacto da redução da vazão, vamos esperar. Se for preciso, vai ter racionamento”, explica o presidente da Ruralminas, Luiz Afonso Vaz de Oliveira, que administra um dos dois distritos do projeto de irrigação. O outro distrito é gerenciado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

O gerente da área de produção pela Codevasf, Paulo Roberto Carvalho, afirma que já está tudo pronto para iniciar o racionamento, caso seja mesmo necessário. “Mesmo com a redução da vazão de Três Marias, temos conseguido manter a captação de 15 m³/s, pois fizemos uma limpeza no canal de chamada que melhorou a captação. Enquanto permanecer nesse nível, dá para continuar. Mas, se esse nível cair, o racionamento pode começar”, explica Carvalho.

Se realmente for necessário, o plano é alternar os dias da irrigação. São mais de 2.000 produtores, que recebem água todos os dias. Com o racionamento, a água seria liberada um dia para o Distrito I e, no outro dia, para o Distrito II.

Medo. “Se isso acontecer mesmo vai ser um desastre. Sem água suficiente, o desenvolvimento das plantas fica comprometido e isso afeta a qualidade das frutas não só agora, mas para os anos seguintes. E também vai interferir no preço”, avalia o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Janaúba, José Aparecido Mendes.

Segundo ele, o pior será para os pequenos produtores. “Os grandes têm condições de furar poços e sobreviver, mas os pequenos não têm condições”, afirma.

Hoje, o Projeto Jaíba produz 1,3 milhão de toneladas de frutas por ano. É de lá que sai metade da banana de Minas Gerais.

Janaúba
Corte. O que o Jaíba teme, já está acontecendo em Janaúba, Norte de Minas. Desde o ano passado, os projetos de irrigação estão em racionamento, com apenas metade da água.

Três Marias e Jaíba

O reservatório de Três Marias, na região Central de Minas, funciona como uma caixa d’água, que libera aos poucos e alimenta o rio São Francisco, de onde sai água para irrigar o Projeto Jaíba, no Norte de Minas.
A usina que a Cemig tem em Três Marias, usa a água para gerar energia. (Fonte: jornal O Tempo, via Blog Oliveira Júnior)

1 de abr. de 2011

SEMENTES NA AGRICULTURA AGROECOLOGICA


Até um período relativamente recente, o único método de seleção dirigida era coletar as sementes daqueles indivíduos de uma população que mostravam uma ou mais características desejáveis, como potencial de alto rendimento ou resistência a doenças, e usar aquelas sementes para plantar a próxima safra. Este método é chamado de seleção massal, e produz um deslocamento gradual na freqüência relativa de uma ou mais características de uma população de plantas da mesma espécie. Foi através deste método, por exemplo, que as populações indígenas da América Latina foram selecionando as plantas de milho que tinham mais grãos na espiga, obtendo as plantas que hoje conhecemos.

Através de métodos de seleção massal, produtores em todo o mundo desenvolveram variedades chamadas crioulas. Elas são adaptadas às condições locais e, ainda que uma variedade crioula possua características que a diferenciem em relação às demais variedades, ela possui, internamente, uma maior variabilidade genética quando comparada às variedades obtidas por outros métodos. A seleção massal funciona da mesma forma tanto para plantas que se auto-fecundam, como ocorre com a soja, quanto para plantas que cruzam com outras, como acontece como o milho, por exemplo.

Este método mais antigo e tradicional de seleção dirigida envolve, ao mesmo tempo, o organismo da planta e a seleção a campo. Apesar de ser um processo relativamente lento e mais variável em seus resultados, tem a vantagem de ser mais semelhante à seleção natural na forma como ocorre em ecossitemas naturais. Características envolvendo adaptação às condições locais são retidas, juntamente com outros aspectos mais diretamente desejáveis de rendimento e desempenho, mantendo-se também a variabilidade genética.

Desta forma, as variedades crioulas atendem a um dos princípios básicos da Agroecologia que é o de desenvolver plantas adaptadas às condições locais da propriedade, capazes de toleram variações ambientais e ataque de organismos prejudiciais. Outro aspecto importante consiste na maior autonomia do agricultor, que pode coletar as sementes destas variedades e replantá-las no ano seguinte, adquirindo maior independência do mercado de insumos e gerando um material que com toda sua variabilidade genética se torna cada vez mais vigoroso e adaptado ao seu tipo de solo e clima.

Fonte: http://www.planetaorganico.com.br/sement2.htm

6 de fev. de 2011

MINERAÇÃO DE OURO GERA INSEGURANÇA E DÚVIDAS EM RIACHO DOS MACHADOS

Muitas dúvidas e insegurança. Isso é o que ficou claro último dia 02, quarta-feira durante a Audiência Pública que foi realizada no município de Riacho dos Machados, no Norte de Minas sobre o processo de implementação da Mineradora Carpathian Ltda. A Audiência foi solicitada pela Prefeitura Municipal e Codema para que a empresa pudesse esclarecer uma série de indagações da população riachense tem em relação ao projeto. Após ter conseguido a Licença Prévia (LP) que garante permissão para estudos locais, agora a população e o poder público de Riacho dos Machados se sentem ameaçados com os riscos e impactos que a exploração do minério pela empresa internacional pode causar.

Uma das grandes preocupações são os riscos de contaminação pelo cianeto, um composto químico altamente venenoso e solúvel em água que pode vir a contaminar os rios e lençóis freáticos. Além do cianeto e ainda mais grave, o arsênio, material químico altamente venenoso é liberado à partir da exploração do ouro e pode contaminar o ar e a água, sendo também cancerígeno e agindo no organismo das pessoas de forma sigilosa. Um artigo publicado na revista virtual Polo Mercantil confirma esta preocupação.
Elton Mendes Barbosa, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha e representando a Articulação no Semiárido Mineiro (ASA Minas) trouxe essas preocupações para o plenário lembrando-se que as principais condicionantes que foram incorporadas no processo de licenciamento aconteceram pela mobilização realizada pelas entidades do Fórum de Desenvolvimento Sustentável do Norte de Minas, no qual também participa o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riacho dos Machados. Segundo ele o projeto de mineração do ouro em Riacho dos Machados vai impactar diretamente outros municípios como Porteirinha e Janaúba.
A prefeita de Riacho dos Machados, Domigas da Silva Paz, refletiu sua posição anterior à vinda da mineradora: “quando a empresa vem a gente fica com tanta expectativa que só lembra as coisas boas e esquece que um dia a empresa vai embora e vai ficar os buracos e muitas mães com os filhos nos braços sem pai”.
A Mineradora, que teve seus representantes na mesa de honra, tentou responder às perguntas que foram feitas pelas participantes e lideranças mas, as pessoas que saíram da audiência estavam com mais duvidas e preocupações do que quando entraram.

Fonte: Oliveira Júnior

30 de jan. de 2011

BNB patrocina implantação do Museu do Vaqueiro

O Banco do Nordeste anuncia patrocínio para implantação do “Museu do Vaqueiro”, que reunirá cerca de mil peças sobre a cultura sertaneja. A iniciativa é do engenheiro agrônomo Marcos Lopes, idealizador de ações como o “Forró da Lua” e a “Pega do Boi do Mato”, realizados na fazenda Bonfim, em São José do Mipibu. Leia a notícia completa AQUI!

ÁGUA DA CHUVA PARA BEBER E COZINHAR

Nos dias 15 e 16 de janeiro, foi realizado na comunidade de Canafístola, município de Porteirinha-MG um curso de Gestão de Recursos Hídricos do Programa Um Milhão de Cisternas(P1MC) , da Articulação no Semiárido (ASA). A capacitação foi realizada para 41 famílias das comunidades Canifistola e Cedro no município de Porteirinha, que serão beneficiadas pelo programa com a implementação de uma cisterna de placas, conhecida na nossa região como caixa d’água, para armazenamento da  água da chuva para beber e cozinhar. A água é captada por meio do telhado e a caixa tem a capacidade de armazenamento de 16.000 litros.
De acordo com a mobilizadora, Kátia Liciane, as famílias capacitadas aprenderam como cuidar da caixa, bem como fazer o tratamento da água e até sobre higiene. Foram abordados outros assuntos relacionados à convivência com o semiárido como conservação do solo, da biodiversidade, justiça nas relações de gênero, acesso à políticas públicas, dentre outras. 
A agricultora Ozani Maria de Jesus, da comunidade Canafistola é uma das beneficiadas que participou da capacitação. Ozani, emocionada, agradeceu dizendo que a falta d’água sempre foi um grande problema para sua família. Segundo Ozani já houve momentos que seus filhos foram dormir chorando de tanta sede, sem água. Para alegria de sua família, a falta de água está com os dias contados.
No  semiárido mineiro, a ASA já construiu 12.759 cisternas para captação de água da chuva a partir do telhado. Em Porteirinha já foram beneficiadas mais de 315 famílias, sendo que nesta etapa, o P1MC beneficiará mais 100 famílias em Porteirinha. Esta implementação é uma parceria da ASA com o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM) e tendo como Unidade Executora Local, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha-MG. A Febraban, Federação Brasileira de Bancos financia esta proposta.

Por Helen Borborema e Helen Santa Rosa
Fonte: strporteirinha.blogspot.com

28 de dez. de 2010

UM TERÇO DA POPULAÇÃO DA REGIÃO DA SERRA GERAL DE MINAS ESTÁ NA ZONA RURAL

A cada três moradores da região da Serra Geral de Minas, um (36,39%) mora nas comunidades rurais. Composta de 16 municípios, essa região possui 280.038 habitantes, dos quais 50,05% são do sexo masculino. Os dados são do Censo 2010 realizado pelo IBGE e ao qual este blog e o Jornal da Serra Geral tiveram acesso.

A região da Serra Geral tem 280.038 habitantes, sendo 140.168 (50,05%) homens e 139.870 (49,95%) mulheres. O sexo feminino predomina em apenas três municípios da Serra Geral: Janaúba, Mato Verde e Monte Azul. Pelo menos 178.127 (63,60%) janaubenses vivem na área urbana deste município, enquanto que 101.911 se encontram em povoados, vilas e distritos.

POPULAÇÃO DA SERRA GERAL
Confira a seguir a população dos 16 municípios da região da Serra Geral de Minas:

JANAÚBA – 66.803 habitantes (32.795 homens e 34.008 mulheres). 60.570 moram na cidade.
NOVA PORTEIRINHA – 7.398 moradores (3.787 homens e 3.611 mulheres). 4.069 residem na cidade.
VERDELÂNDIA – 8.350 habitantes (4.276 homens e 4.074 mulheres). 4.764 moram na cidade.
JAÍBA – 33.587 habitantes (17.344 homens e 16.243 mulheres). 17.635 residem na área urbana.
SERRANÓPOLIS – 4.425 habitantes (2.231 homens e 2.194 mulheres). 1.728 vivem na cidade.
RIACHO DOS MACHADOS – 9.360 habitantes (4.754 homens e 4.606 mulheres). 4.499 moram na cidade.
PORTEIRINHA – 37.638 habitantes (18.832 homens e 18.806 mulheres). 19.349 estão na cidade.
PAI PEDRO – 5.934 habitantes (3.024 homens e 2.910 mulheres). 1.749 vivem na cidade.
MONTE AZUL – 22.000 habitantes (10.843 homens e 11.157 mulheres). 12421 estão na área urbana.
MATO VERDE – 12.685 habitantes (6.260 homens e 6.425 mulheres). 9.460 moram na cidade.
MATIAS CARDOSO – 9.977 habitantes (5.093 homens e 4.884 mulheres). 5.137 moram na cidade.
MAMONAS – 6.321 habitantes (3.183 homens e 3.138 mulheres). 2.812 residem na cidade.
GAMELEIRAS – 5.139 habitantes (2.624 homens e 2.515 mulheres). 1.413 estão na cidade.
ESPINOSA – 31.113 habitantes (15.291 homens e 15.822 mulheres). 18.023 moram na cidade.
CATUTI – 5.102 habitantes (2.629 homens e 2.473 mulheres). 2.978 residem na cidade.
CAPITÃO ENÉAS – 14.206 habitantes (7.202 homens e 7.004 mulheres). 11.520 residem na área urbana.

Fonte: Liberdade FM, por Hélio Felipe, com informações de Oliveira Júnior

Encontro sobre Agrobiodiversidade denuncia ameaça dos transgênicos e mineração no Norte de Minas

O 5º Encontro Norte Mineiro de Agrobiodiversidade reuniu no município de Rio Pardo de Minas, entre os dias 2 e 4 de dezembro, cerca de 300 participantes, incluindo representantes indígenas Xakriabá, quilombolas, geraizeiros, caatingueiros, vazanteiros, agroextrativistas, acampados, assentados,  pesquisadores, professores universitários, militantes dos movimentos sociais e eclesiais, procedentes de 27 municípios do Norte de Minas. A programação incluiu debates e oficinas acerca da relação da agrobiodiversidade com os territórios das comunidades tradicionais, com as políticas públicas para a soberania e segurança alimentar, e o Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

O primeiro dia foi dedicado à reflexão e debate do temário central, intitulado “Agrobiodiversidade: abordagens para a retomada dos territórios tradicionais", com a participação de agricultores familiares, representantes do Ministério do Meio  Ambiente, da Comissão Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, pesquisadores da
Embrapa e professores universitários. Já na sexta feira, foram realizadas visitas de intercâmbios de experiências. Os participantes conheceram experiências de luta pela
reapropriação de territórios, reconversão agroecológica e sistemas agroflorestais, pesquisas e desenvolvimento da agricultura familiar, políticas públicas de abastecimento e organização da produção; reserva extrativista; uso indiscriminado dos agrotóxico e transgênicos e mulheres e agrobiodiversidade.

Ainda na sexta-feira, durante a noite cultural, os povos e comunidades tradicionais apresentaram suas manifestações culturais. Os quilombolas de Brejo dos Crioulos e
Gurutuba  e os índios Xakriabá apresentaram suas danças tradicionais, herdadas por seus ancestrais. Os geraizeiros cantaram Folia de Reis, danças de roda e catira. O
grupo teatral Pirraça em Praça do município de Fruta de Leite apresentou um espetáculo sobre a história de Zumbi dos Palmares e a criação dos quilombos. O
Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas – CAA/NM, por ocasião dos seus 25 anos de história, homenageou os guardiões da agrobiodiversidade e parceiros,
entregando uma placa comemorativa.

Para Antônia Antunes, quilombola do Gurutuba, o encontro foi uma rica oportunidade de fortalecer a luta das comunidades tradicionais. “Ficou mais forte que a nossa
luta é uma só, que a gente luta pelo território, que é onde a gente planta pra sobreviver e onde a gente mantém viva a nossa cultura”, relata. Edson Lucas Quintiliano, jovem diretor do STR de Porteirinha, avalia que o encontro contribuiu na articulação da juventude e na motivação para inserir de forma mais articulada no debate regional. “ A participação dos jovens num encontro como esse faz com que eles reflitam sobre a realidade do mundo, e se sintam peças importantes para atuar e serem ativos nas lutas em que os movimentos sociais estão inseridos (desmatamentos, trangênicos, eucalipto, mineradoras)” reforça.

Carta de Rio Pardo de Minas


No sábado, o evento foi finalizado com a realização da 5ª Feira da Agrobiodiversidade onde os agricultores e agricultoras trocaram sementes e produtos. No encerramento, foi lida a Carta de Rio Pardo de Minas, que aborda as preocupações, denúncias e propostas dos participantes, dentre elas, as novas tecnologias do agronegócio. Segundo a Carta, essas tecnologias associadas ao uso desenfreado de monoculturas, agroquímicos (venenos), maquinaria pesada, e agora, com o ufanismo pela chegada de empresas mineradoras, comprometem irremediavelmente os ecossistemas regionais e os recursos hídricos.

Os participantes também denunciaram a irresponsabilidade dos governantes. Atendendo a interesses de empresas e grandes conglomerados econômicos, o uso de sementes transgênicas avança no Norte de Minas, onde hoje já é fácil encontrar sementes de milho transgênico ou do algodão transgênico em diversas lojas e mercados de Montes Claros, Porteirinha, Jaíba e Janaúba. Muitas famílias de agricultores estão sendo seduzidas e incentivadas a utilizarem essas sementes com promessas de alta produtividade e resistência ao ataque de pragas. O uso dessas sementes podem comprometer a qualidade de variedades tradicionais de sementes de milho e algodão, muitas delas com uma longa história de adaptação ao clima, solos, e diversas formas de estresses ambientais.

O V Encontro Norte Mineiro da Agrobiodiversidade foi coordenado pelo Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas – CAA/NM e pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Pardo de Minas e realizado com o apoio da Rede Norte-Mineira de Sementes Crioulas.

Fonte: Brasil de Fato e ASA Brasil
Escrito por Helen Borborema e Helen Santa Rosa

Programa BNB de Cultura 2011 seleciona 240 projetos artísticos nordestinos, entre 3.090 inscritos



Um total de 240 projetos, entre 3.090 inscritos, foi selecionado pelo Programa BNB de Cultura – Edição 2011 – Parceria BNDES, uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com dotação orçamentária de R$ 6 milhões (R$ 3 milhões provenientes de cada Banco).

O Programa apoia a produção e difusão da cultura nordestina, mediante seleção pública de projetos nas áreas de Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Literatura, Música e Artes Integradas ou Não-Específicas. Veja a lista de projetos selecionados, no endereço
www.bnb.gov.br . Do total de 240 projetos, foram aprovados 50 de Artes Cênicas, 36 de Artes Visuais, 21 de Audiovisual, 34 de Literatura, 51 de Música e 48 de Artes Integradas ou Não-Específicas. Os 240 projetos selecionados procedem de 143 cidades diferentes.

De acordo com o edital do Programa BNB de Cultura – Edição 2011 – Parceria BNDES, era prevista a seleção de um mínimo de 225 propostas, porém foram selecionadas 240 (ou seja, 6,6% a mais que o previsto pelo edital). Os 3.090 projetos inscritos foram provenientes de 655 cidades de 19 estados brasileiros – os 11 estados na área de atuação do Banco (região Nordeste e Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo), mais Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Desse total, um montante de 2.048 (66,28%) propostas veio de 628 municípios interioranos localizados na área de atuação do Banco. Outros 978 (31,65%) projetos vieram das nove capitais nordestinas, e mais 64 (2,07%) propostas vieram de 15 cidades situadas nos oito estados retrocitados. 3.026 (97,9%) projetos foram elaborados por proponentes residentes dentro da área de atuação do BNB. Como previa o edital, no processo seletivo deveriam ser considerados os seguintes recortes:

a) no mínimo, 50% do total dos recursos deveriam ser destinados para projetos cujas ações sejam realizadas em municípios com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média do Nordeste e/ou Índice de Exclusão Social (IES) acima da média do Nordeste: o resultado aponta um percentual de 77,2% de recursos a serem investidos em municípios com índice abaixo do IDH-Nordeste; e 78,8% dos recursos serão investidos em municípios com índice acima do IES-Nordeste.
b) no mínimo, 25% do total dos recursos deveriam ser destinados a projetos cujas ações sejam realizadas em municípios incluídos no Programa Territórios da Cidadania: o resultado mostra um percentual de 62,1% dos recursos a serem investidos em municípios integrantes desse Programa do Governo Federal.
c) no mínimo, 50% do total dos recursos deveriam ser destinados a proponentes pessoa jurídica, sem fins lucrativos: o resultado indica que 64,8% dos recursos serão destinados a proponentes pessoa jurídica, sem fins lucrativos.
Para a seleção dos projetos culturais, foram considerados os seguintes critérios: qualidade técnica e/ou artística; atendimento de interesse da comunidade; ações e investimentos dos recursos financeiros voltados prioritariamente para municípios da área de atuação do BNB (região Nordeste e norte dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo), menos providos de atividades culturais; formação ou aperfeiçoamento profissional; viabilidade físico-financeira; condições de sustentabilidade; ineditismo da proposta; e potencialidade de consolidação da imagem do BNB e do BNDES junto à sociedade.

Para analisar os projetos, o Banco formou comissões de avaliação para as seis modalidades artísticas, cada uma composta por cinco especialistas, a saber:
. Artes Cênicas: Fernando Antônio Abath Luna Cananéa (PB), Fernando José de Brito Piancó (CE), José Márcio Passos (AL), Luiz César Alvez Marfuz (BA) e Renata Phaelante (PE).
. Artes Visuais: Daniel Santiago (PE), Juciara Barbosa (BA), Dyógenes Chaves (PB), João Carlos Rodrigues Oliveira (MG) e Geisa Brayner (AL).
. Audiovisual: Daniela Almeida (PE), Francisco Colombo Lobo (MA), José Walter Chou (SE), Lenildo Monteiro Gomes (CE) e Josimey Costa da Silva (RN).
. Literatura: Ana Cristina Marinho Lúcio (PB), José Abimael da Silva (RN), José Inácio Vieira de Melo (BA), Eduardo Júlio da Silva (MA) e Sarah Diva da Silva Ipiranga (CE).
. Música: Willames Silva da Costa (RN), Antônio Carlos Tavares da Cunha (BA), Carlos Alberto Alencar da Silva (CE), Luciano Cândido e Sarmento (MG) e Raimundo Aurélio de Melo (PI).
. Artes Integradas ou não-Específicas: Ana Amélia Melo de Oliveira (RN), Cristiana Santiago Tejo (PE), Francisco Laerte Juvêncio Magalhães (PI), Antônio Bittencourt Júnior (SE) e Laércio Ferreira de Oliveira Filho (PB).

Fonte: Página Eletrônica do BNB