1 de abr. de 2011

SEMENTES NA AGRICULTURA AGROECOLOGICA


Até um período relativamente recente, o único método de seleção dirigida era coletar as sementes daqueles indivíduos de uma população que mostravam uma ou mais características desejáveis, como potencial de alto rendimento ou resistência a doenças, e usar aquelas sementes para plantar a próxima safra. Este método é chamado de seleção massal, e produz um deslocamento gradual na freqüência relativa de uma ou mais características de uma população de plantas da mesma espécie. Foi através deste método, por exemplo, que as populações indígenas da América Latina foram selecionando as plantas de milho que tinham mais grãos na espiga, obtendo as plantas que hoje conhecemos.

Através de métodos de seleção massal, produtores em todo o mundo desenvolveram variedades chamadas crioulas. Elas são adaptadas às condições locais e, ainda que uma variedade crioula possua características que a diferenciem em relação às demais variedades, ela possui, internamente, uma maior variabilidade genética quando comparada às variedades obtidas por outros métodos. A seleção massal funciona da mesma forma tanto para plantas que se auto-fecundam, como ocorre com a soja, quanto para plantas que cruzam com outras, como acontece como o milho, por exemplo.

Este método mais antigo e tradicional de seleção dirigida envolve, ao mesmo tempo, o organismo da planta e a seleção a campo. Apesar de ser um processo relativamente lento e mais variável em seus resultados, tem a vantagem de ser mais semelhante à seleção natural na forma como ocorre em ecossitemas naturais. Características envolvendo adaptação às condições locais são retidas, juntamente com outros aspectos mais diretamente desejáveis de rendimento e desempenho, mantendo-se também a variabilidade genética.

Desta forma, as variedades crioulas atendem a um dos princípios básicos da Agroecologia que é o de desenvolver plantas adaptadas às condições locais da propriedade, capazes de toleram variações ambientais e ataque de organismos prejudiciais. Outro aspecto importante consiste na maior autonomia do agricultor, que pode coletar as sementes destas variedades e replantá-las no ano seguinte, adquirindo maior independência do mercado de insumos e gerando um material que com toda sua variabilidade genética se torna cada vez mais vigoroso e adaptado ao seu tipo de solo e clima.

Fonte: http://www.planetaorganico.com.br/sement2.htm

6 de fev. de 2011

MINERAÇÃO DE OURO GERA INSEGURANÇA E DÚVIDAS EM RIACHO DOS MACHADOS

Muitas dúvidas e insegurança. Isso é o que ficou claro último dia 02, quarta-feira durante a Audiência Pública que foi realizada no município de Riacho dos Machados, no Norte de Minas sobre o processo de implementação da Mineradora Carpathian Ltda. A Audiência foi solicitada pela Prefeitura Municipal e Codema para que a empresa pudesse esclarecer uma série de indagações da população riachense tem em relação ao projeto. Após ter conseguido a Licença Prévia (LP) que garante permissão para estudos locais, agora a população e o poder público de Riacho dos Machados se sentem ameaçados com os riscos e impactos que a exploração do minério pela empresa internacional pode causar.

Uma das grandes preocupações são os riscos de contaminação pelo cianeto, um composto químico altamente venenoso e solúvel em água que pode vir a contaminar os rios e lençóis freáticos. Além do cianeto e ainda mais grave, o arsênio, material químico altamente venenoso é liberado à partir da exploração do ouro e pode contaminar o ar e a água, sendo também cancerígeno e agindo no organismo das pessoas de forma sigilosa. Um artigo publicado na revista virtual Polo Mercantil confirma esta preocupação.
Elton Mendes Barbosa, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha e representando a Articulação no Semiárido Mineiro (ASA Minas) trouxe essas preocupações para o plenário lembrando-se que as principais condicionantes que foram incorporadas no processo de licenciamento aconteceram pela mobilização realizada pelas entidades do Fórum de Desenvolvimento Sustentável do Norte de Minas, no qual também participa o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riacho dos Machados. Segundo ele o projeto de mineração do ouro em Riacho dos Machados vai impactar diretamente outros municípios como Porteirinha e Janaúba.
A prefeita de Riacho dos Machados, Domigas da Silva Paz, refletiu sua posição anterior à vinda da mineradora: “quando a empresa vem a gente fica com tanta expectativa que só lembra as coisas boas e esquece que um dia a empresa vai embora e vai ficar os buracos e muitas mães com os filhos nos braços sem pai”.
A Mineradora, que teve seus representantes na mesa de honra, tentou responder às perguntas que foram feitas pelas participantes e lideranças mas, as pessoas que saíram da audiência estavam com mais duvidas e preocupações do que quando entraram.

Fonte: Oliveira Júnior

30 de jan. de 2011

BNB patrocina implantação do Museu do Vaqueiro

O Banco do Nordeste anuncia patrocínio para implantação do “Museu do Vaqueiro”, que reunirá cerca de mil peças sobre a cultura sertaneja. A iniciativa é do engenheiro agrônomo Marcos Lopes, idealizador de ações como o “Forró da Lua” e a “Pega do Boi do Mato”, realizados na fazenda Bonfim, em São José do Mipibu. Leia a notícia completa AQUI!

ÁGUA DA CHUVA PARA BEBER E COZINHAR

Nos dias 15 e 16 de janeiro, foi realizado na comunidade de Canafístola, município de Porteirinha-MG um curso de Gestão de Recursos Hídricos do Programa Um Milhão de Cisternas(P1MC) , da Articulação no Semiárido (ASA). A capacitação foi realizada para 41 famílias das comunidades Canifistola e Cedro no município de Porteirinha, que serão beneficiadas pelo programa com a implementação de uma cisterna de placas, conhecida na nossa região como caixa d’água, para armazenamento da  água da chuva para beber e cozinhar. A água é captada por meio do telhado e a caixa tem a capacidade de armazenamento de 16.000 litros.
De acordo com a mobilizadora, Kátia Liciane, as famílias capacitadas aprenderam como cuidar da caixa, bem como fazer o tratamento da água e até sobre higiene. Foram abordados outros assuntos relacionados à convivência com o semiárido como conservação do solo, da biodiversidade, justiça nas relações de gênero, acesso à políticas públicas, dentre outras. 
A agricultora Ozani Maria de Jesus, da comunidade Canafistola é uma das beneficiadas que participou da capacitação. Ozani, emocionada, agradeceu dizendo que a falta d’água sempre foi um grande problema para sua família. Segundo Ozani já houve momentos que seus filhos foram dormir chorando de tanta sede, sem água. Para alegria de sua família, a falta de água está com os dias contados.
No  semiárido mineiro, a ASA já construiu 12.759 cisternas para captação de água da chuva a partir do telhado. Em Porteirinha já foram beneficiadas mais de 315 famílias, sendo que nesta etapa, o P1MC beneficiará mais 100 famílias em Porteirinha. Esta implementação é uma parceria da ASA com o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM) e tendo como Unidade Executora Local, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha-MG. A Febraban, Federação Brasileira de Bancos financia esta proposta.

Por Helen Borborema e Helen Santa Rosa
Fonte: strporteirinha.blogspot.com